quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

A Bala

Que fogo é esse
Que esquenta meu coração
Sem rumo, desmorona
O sangue do peito ao chão

Que pontaria sem mira
a inocência
de um passante

Do olho da lente
A mira ofega
Um ser demente

Ao gatilho
Um dedo em riste
Uma mente transpira
E lá vai uma bala em vão

Que guerra é essa
Sem Deus e sem lado
Que só subtrai
Ou estou enganado

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